Penso que a igreja necessita de bom senso em questões simples, como "amar o próximo como a si mesmo". Muitos dos lideres com maior evidência, são ou foram grandes pastores, mas o primeiro efeito colateral do poder é a perda da sensibilidade “divina”, esta, o "pequeno" líder mantém com mais facilidade. Um grande líder que não perdeu essa sensibilidade foi Moisés. Este, desceu as escadarias do poder palaciano do Egito, e se misturou ao povo que amassava barro.
domingo, 19 de dezembro de 2010
O Natal
Para muitos o natal é a data mais esperada do ano, ficamos deveras ansiosos por sua chegada, mas quando chega, não se mostra tão diferente dos outros dias. Você já viu um cachorro latindo e correndo atrás de um automóvel em movimento como se fosse morde-lo? Já percebeu a atitude dele quando o carro para? Fica sem reação, sem saber o que fazer, e simplesmente se afasta. Muitas vezes nos sentimos assim no dia de natal, um “Vira Lata” impotente, e um sentimento de: “e daí?”, se instala no coração.
O fato é que não da pra ter certeza se Cristo nasceu ou não no dia vinte cinco de dezembro, mas, que esse dia não é para a maioria o que deveria ser, disso tenho certeza; Um dia de reflexão sobre si mesmo, um dia de se assentar à mesa com seu semelhante e repensar algumas atitudes, lembrando- se do maior ícone de amor, perdão e sabedoria que já passou por esse mundo material e capitalista; Jesus Cristo. Ah! Capitalista! Esse infelizmente é o real significado do natal para muitos, o que faz com que, para quem não tem “Papai Noel” ($), esse dia seja uma enorme decepção.
No livro de Mateus no capitulo 25, (e para quem assim como eu, não acredita muito em coincidências, esse capitulo tem o numero do natal) há um ensinamento sobre o que deveria ser o verdadeiro sentido de Natal, vou explicar: Segundo os escritos de Paulo no Novo Testamento, Deus não pode ser servido por mãos humanas (Atos 17). Então, só existe uma forma de se servir a Deus e, o profeta de Nazaré que não era católico ou evangélico explica em 25 de Mateus: “E dirá o Senhor aos que estiverem à sua direita:- Tive fome e me destes de comer, sede e me destes de beber, estive nu e me vestistes, doente e fostes me ver, estive preso e fostes me visitar, então, perguntaremos: -Quando te fizemos isso Senhor? e ele dirá: -Quando fizestes isso a um destes meus pequeninos, a mim fizestes.” Este deveria ser o verdadeiro sentido, não somente do natal, mas da vida de todo ser humano. Mas como sempre, o homem põe nas “costas” da divindade toda a responsabilidade com seu semelhante, e como se já não bastasse o grande numero de divindades já existente, acabaram criando mais uma, “Papai Noel,” o mito do “bom velhinho.” O problema é que essa divindade só visita casas com chaminés, então, dificilmente será vista na Rocinha, Paraisópolis, ou em qualquer comunidade carente das grandes cidades do Brasil. E o mais interessante é que nos dias de dezembro ele adora estar nos grandes e caros shopincenteres, fazendo um “bico” para ganhar uns trocadinhos e tirando fotos com seus “súditos.”
Dou graças a Deus, pelos “Papais Noéis” como um jovem chamado Adriano, que no dia nove de dezembro de 2006 teve coragem de arriscar a vida e pular no rio Pinheiros para salvar uma criança que estava se afogando, ou como os soldados brasileiros no Haiti (onde passei o mês de Setembro de 2011) que choram a saudade de seus familiares para um fim maior, o de servir ao povo haitiano, e por isso são idolatrados naquele país. Não nos esqueçamos também daquele policial militar que trabalha com o soldo de pouco mais de três salários mínimos, arriscando a vida com um insignificante “três oitão” de 5 tiros contra bandidos armados de metralhadoras, e mesmo assim, rejeita o suborno do traficante, (que também de vez em quando é confundido com Papai Noel).
Que neste natal possamos refletir sobre os verdadeiros valores que devem haver em nós, sobre tudo, como nos tornar melhores seres humanos, “divinizados”, à semelhança daquele profeta de Nazaré que, não sendo nem católico e nem evangélico, e que, nascido ou não dia vinte cinco de dezembro, em vinte e cinco de Mateus nos ensina o que fazer, a fim de que sejamos chamados CRISTÃOS (pequenos cristos). “-Nisto o mundo saberá que vós sois meus discípulos, quando vos amardes uns aos outros” (Jo. 13. 35) E você, o que pensa?... Medite!!!
João Gomes Rodrigues
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